Emmeline era
apenas uma criança quando seu tio a assediou pela primeira vez.
Acostumada a
ter os pais distantes, que trabalhavam para poder proporcionar um futuro
financeiro melhor para Emmeline, ela ficava constantemente aos cuidados de Tio
Billy, irmão de sua mãe, seu padrinho e, diga-se de passagem, seu melhor amigo.
Emmeline mantinha
uma amizade forte com o tio, construída em base de muita afeição, confiança e
carinho, coisas que ela carecia da própria família. Mas todos os seus laços
afetivos com o tio passam a se dissipar quando Tio Billy começa a agir de
maneira estranha com ela, dizendo e fazendo coisas que ela não gostava e que
faziam-na se sentir desconfortável e suja.
E, com o
passar do tempo, Emmeline vê que Tio Billy, na verdade, não é quem ela pensava
que fosse, e o amor que nutria por ele se transforma no mais puro medo.
Editora: Independente
Gênero: Drama
Páginas:
81
Há leitores que facilmente se amedrontam com cenas
sangrentas e violentas; outros tremem de medo ante o horror psicológico que
pode ser mais brutal que todos. Particularmente, histórias de horror nunca me
assustaram, nunca provocaram medo. Se bem feitas, podem me causar tensão, mas,
ainda assim, beiram bem mais para o divertimento, posto que sou um amante de
coisas sombrias e angustiantes. Contudo, alguns temas conseguem me assustar
bastante, e um dos mais intensos e apavorantes é o abuso sexual infantil; esse
é o tema de “Lágrimas de Emmeline”.
